Raklot – Cenário (Divindades)

raklottempOlá. Na postagem de hoje, darei uma pequena descrição dos deuses de Raklot. As divindades são reais para uns ou estão mortas para outros.

No que diz respeito ao mestre de jogo, os deuses podem ser reais e ter alguma influência no mundo (de forma sutil) ou ser apenas um conjunto de crenças de cada povo.

Pessoalmente, os deuses do cenário, para mim, já existiram e agora são apenas parte de uma tradição milenar entre os povos. Ocasionalmente, um deus poderia “ajudar” um mortal mediante sonhos ou situações de “coincidência”. No entanto, em minha visão, os deuses de Raklot não aparecem em suas formas mortais ou destroem cidades. Deixo isso a critério de cada mestre de jogo.

 

Aguardo sugestões, impressões, etc.

 

OS DEUSES

No início, a escuridão era completa. Não havia nada além do negrume da noite eterna até que Kariot e Seldros, os gigantes de luz surgiram. Durante eras incontáveis, os dois grandes deuses pairaram na escuridão, emitindo um brilho tênue sem saber da existência um do outro.

Um dia, Kariot despertou e ao olhar para seu irmão, notou que este era seu oposto. Kariot sentiu que a escuridão ao seu redor era perfeita e que Seldros era uma afronta à ordem.

Seldros despertou em seguida e viu seu irmão. Imediatamente pensou que a escuridão era monótona e imutável.

Então, os dois gigantes de luz lutaram na escuridão sem emitir qualquer som.

Lutaram por eras imensuráveis e derramaram seu sangue glorioso na noite interminável.

No fim, quando nenhum dos dois conseguia mais lutar, olharam à sua volta e perceberam que não estavam mais no escuro.

A noite sem fim era agora uma miríade de luzes de diversas formas e tamanhos.

Os dois gigantes sorriram e se abraçaram, pedindo perdão um ao outro pois perceberam que ambos eram necessários no universo.

Seldros então mudou de forma e ao seu redor surgiu Raklot, a terra dos pequenos homens, que ainda estavam por vir.

Kariot decidiu tornar-se o céu e viver entre as estrelas e as quatro luas de Raklot.

E eras depois, doze gigantes surgiram em Raklot. Os filhos da ordem e do caos eram agora donos do mundo e tinham como missão trazer a vida para ele.

Os Doze então criaram as criaturas, as plantas, os oceanos e as montanhas. Criaram também a música, a guerra e a magia.

E somente quanto todo seu trabalho terminou, os deuses deixaram Raklot para sempre.

 

OS DOZE:

As raças de Raklot acreditam na existência de doze gigantes de grande poder que existem desde a criação do mundo. Cada um deles tem poder e influência sobre as vidas e o destino de todas as criaturas vivas de Raklot.

Os “pequenos homens” ou “jires” são parte dessa criação.

Os Doze são cultuados por todas as raças, alguns mais do que outros e existem ainda espíritos abaixo destes, com uma parcela de seu poder.

BALARDOREN

O deus da magia e das criaturas mágicas. Balardoren é retratado de diversas formas. Normalmente é representado como uma esfera de luz azulada ou como um velho de qualquer raça usando um manto azul escuro e um cajado coberto por fios de prata. Balardoren é um dos deuses mais antigos e é cultuado por aqueles que praticam as artes mágicas. Aqueles que o seguem acreditam que o conhecimento deve ser preservado. Muitos acreditam que o velho Balardoren vaga por Raklot em busca de aprendizes que queiram mais conhecimento e há quem diga que os grandes feiticeiros já o viram pessoalmente.

MENEH

A deusa das florestas e de seus habitantes é uma deusa muito popular entre os que respeitam os bosques e as dádivas da deusa. Cultistas costumam congregar em clareiras antigas e círculos de pedras no interior das florestas. Meneh é retratada como uma mulher, em algumas culturas. No entanto, a maior parte das imagens mostra um ser esguio e assexuado com o corpo coberto por um manto de folhas, chifres de cervo e pés de lobo. Suas mãos são galhos de carvalho e seus olhos são verdes como esmeraldas. Meneh possui uma forma selvagem que se manifesta quando a deusa quer punir os que queimam seus domínios. Nesta forma, a deusa é representada como um ser sombrio de muitos braços e garras afiadas, olhos vermelhos como o fogo e dentes pontiagudos. Os ensinamentos de Meneh são simples: viva e respeite os seres que vivem nas florestas.

GASHAS

Gashas é um deus imprevisível. Seus domínios são os mares, rios e lagos. Ele é bondoso e pode ser cruel a qualquer momento e por isso, os que necessitam de proteção, rezam para ele e dão seu sangue para as águas, afim de ter uma jornada tranquila. Gashas ama a deusa Meneh e suas águas fornecem vida ás florestas. O senhor das águas é representado como um gigante feito de água, com uma barba de espuma das ondas e longos cabelos feitos de algas. Este cavalga uma enorme baleia de prata chamada Ilot. Sacerdotes de Gashas costumam viver em povoados ribeirinhos ou no litoral e seus templos são simples, feitos com areia ou pedras empilhadas e destroços de navios.

TURMARIN

Turmarin é o deus dos viajantes e da sorte. Também é o deus das festas e das lendas e canções. O jovial Turmarin ama a vida na estrada e abençoa os que se aventuram em longas jornadas. Não existem templos de Turmarin mas muitos que nele acreditam entalham seu símbolo, uma harpa, por onde passam, como sinal de boa sorte e proteção para quem vier depois deles. Por ser o deus das festas, é nomeado em todos os festivais e os bardos cantam em sua honra. Turmarin não tem forma definida. Cada raça o representa à sua maneira mas sempre como um homem sorridente carregando uma caneca de cerveja numa mão e um cajado de viagem na outra.

NANAGHA

Nanagha é uma deusa respeitada e temida por todos. Seus domínios são as trevas e os mortos. Ela é a portadora das chaves dos mortos, que abrem as passagens entre o mundo espiritual e o dos mortais. Cultuada apenas por aqueles que amam as trevas e a morte, Nanagha é retratada como uma mulher muito alta e magra de olhar perdido e feições belas. Seus longos cabelos negros são um manto de trevas e em suas mãos estão sempre duas chaves de osso. A maioria dos “pequenos homens” acredita que Nanagha é a primeira coisa que alguém vê quando morre e que esta leva as almas até um tribunal dos mortos onde serão julgadas. Caso tenham sido justas, as almas têm permissão para seguir por um corredor até o além vida, onde se tornam imortais. Se forem julgadas de forma contrária, as almas são imediatamente devoradas por Jaj, um corvo gigantesco que serve de montaria a Nanagha.

MENEHAN

O filho de Meneh é o deus da guerra, dos guerreiros e dos vitoriosos. Muito cultuado pelos carmans, Menahan é comumente retratado como um guerreiro desse povo, com longas barbas ruivas e uma armadura feita de krinium, o metal negro. Seu machado de guerra é feito de ouro e seu cavalo, Golfragund, é um animal enorme com olhos de fogo e cascos de aço. Menahan é um deus belicoso mas considerado um guerreiro honrado. Seus seguidores acreditam que este observa as batalhas e escolhe os vencedores. Os covardes são odiados por ele e estes recebem sempre a pior das mortes. Os mais fiéis ao deus guerreiro acreditam que uma morte em batalha é uma boa morte e que todos serão redimidos de seus erros se assim passarem para o mundo dos mortos.

BARNA

O amor entre irmãos, familiares e amantes é o domínio de Barna. A beleza e a criação artística também. Barna é uma deusa pacífica que simboliza todos esses aspectos. Seus seguidores são poucos mas todas as uniões amorosas são abençoadas por ela. Apesar de Barna ser a deus ado amor e da beleza, ela tem uma outra face marcada pelo egoísmo e ciúme. Quando Barna demonstra esse lado, sua fúria é implacável e é capaz de influenciar os amantes de maneiras terríveis. Barna é representada sempre como uma mulher linda, de qualquer raça, trajando longos vestidos e usando uma coroa de estrelas.

NOR

O deus das tempestades e das colheitas é reverenciado por todos os que vivem da agricultura e temido pelos marinheiros que, além de apaziguar Gashas, precisam agradar Nor antes de suas jornadas. É retratado como um homem em algumas regiões e como mulher em outras. Em todas as imagens de Nor, este carrega raios na mão esquerda e uma foice na direita. Nor é um deus muito cultuado pelos carmans e kohar. Seus templos podem ser encontrados em regiões onde a agricultura é mais abundante e nas montanhas de Carmadon.

FEN GAN

O deus único, segundo os vorianos. Fen Gan é um deus antigo cultuado por seu povo desde os primórdios. Os vorianos acreditam que o panteão de Raklot é governado por ele e que os demais deuses se curvam à sua vontade. Fen Gan é retratado como um voriano com a pele feita de ouro puro e cabelos negros feitos de krinium. Seus olhos são sempre pedras preciosas e seus mantos são verdes e cobertos de fios de ouro e prata. Fen Gan é associado ao sol e ao fogo e seus seguidores constroem templos ricos em sua homenagem. Para os vorianos, Fentuzan, o imperador, é descendente direto de Fen Gan e por isso é imortal. Fen Gan é também um deus da conquista e seus vinte filhos são deuses menores que governam a vida dos vorianos.

GUDRUN

A deusa carman associada ao inverno e à neve. Gudrun é fria e terrível e sua fúria deve ser aplacada com oferendas antes do início do inverno. Viajantes perdidos em seus domínios frequentemente fazem sacrifícios para pedir clemência e sobreviver. É representada como uma mulher carman de longos cabelos brancos, vestindo mantos feitos de peles. É sempre acompanhada por feras das neves e carrega um cajado feito de gelo. Existem templos de Gudrun nas montanhas de Carmadon e oferendas são recebidas em seus altares. No entanto, são poucos os seus sacerdotes.

ZALIZOR

Zalizor é o gigante traidor. O deus da mentira, do infortúnio e da doença. Zalizor não tem, até onde se sabe, um culto, mas todos os que querem evitar doenças e descobrir mentiras recorrem a ele. Zalizor não tem forma. É sempre representado como uma sombra ou como um sol negro. No entanto, os mortais acreditam que ele pode assumir qualquer forma, ser qualquer um. Zalizor é filho de Nanagha e Fen Gan, que teria forçado a deusa da morte a conceber. O resultado foi uma criatura repulsiva, repleta de ódio e com uma astúcia incomparável. Zalizor odeia seu pai mas o teme e, acima de tudo, quer seu reino para si.

BLIN

Blin é uma criatura feita de luz. Ninguém entende seus desígnios e caprichos e sabe-se apenas que suas brincadeiras podem ser inofensivas ou extremamente cruéis. Blin criou as fadas e outros seres de luz que vivem nas entranhas das florestas. Blin criou suas filhas, as quatro luas de Raklot e roubou parte da magia de Balardoren para então dar seu conhecimento aos pequenos homens. Existem cultos a Blin mas geralmente são informais e desorganizados. Muitos artistas, feiticeiros e aventureiros cultuam ou respeitam Blin. Em algumas representações, a divindade é retratada como uma criança feita de luz branca, montada num vagalume. Em outras, é vista apenas como uma esfera de luz e em algumas é representada como uma estrela.

 

OS DEUSES MENORES

Em Raklot, além do panteão dos Doze, existem deuses menores reverenciados por cada povo. Muitos deles são espíritos de animais, humores, sentimentos e até mesmo grandes heróis que ascenderam à divindade. Os panjires, por exemplo, cultuam diversos totens de animais e outras criaturas. Os kohar acreditam na magia de suas “canções” e que grandes espíritos que vivem nas estrelas os protegem. Montanhas, rios e até mesmo o mar são vistos como divindades por vários povos e entre os dasrjires, a rocha de seus salões é tida como algo sagrado.

Os inúmeros deuses de Raklot variam de região para região.

 

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Sobre Gene

Eugênio Cavalcante escreveu 34 posts neste blog.

Eugênio "Gene" Cavalcante Mestrando e jogando qualquer coisa desde 1992.

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