Mais dicas do viajante nerd, Gencon 2017

Mais uma Gencon acabou, e foi incrível poder participar mais uma vez. Lembre-se, eu já disse que você tem de ir… Foi a convenção de número 50, um tipo de super comemoração, em que as pessoas realmente quiseram ir pela festa, e não somente pelos lançamentos e jogos marcados. E foram 72 mil pessoas… é claro que nas próximas vai ter menos gente, mas imaginem que dessa vez os ingressos esgotaram. Em todo lugar da cidade que a gente ia, as pessoas comentavam que o chefe da defesa-civil (fire marshal) estava lá o tempo todo para impedir que superlotasse.

Mas, por incrível que pareça, não me pareceu tão cheio assim. Eu esperava que fosse impossível andar, impossível chegar aos seminários, encontrar os jogos que estão sendo lançados… mas não, foi tranquilo andar pelos corredores, os seminários tinham lugares, e todos os jogos que eu poderia querer estavam disponíveis. De fato, a única encomenda que eu tinha, a expansão do jogo Oh my Goods, tinha cópias o tempo todo.

A parte que mais interessa pra vocês é o memorial que fizeram. A Gencon avançou para dentro do estádio do Colts, um ginásio de futebol americano de Indianápolis. E lá dentro eles fizeram uma exposição fofa com fotos de todas as convenções, programas, textos, jogos… uma gravação do Gary Gygax explicando o começo, e muitas coisas legais. Inclusive a porta do salão de Horticultura onde foi a primeira Gencon, em 1968.

Foi muita coisa, jogos demais, autores demais… tem muitas resenhas com isso, vou linkar elas pra vocês, além da minha e a que o Jorge escreveu das últimas vezes, e até um podcast que fizemos. Só quero contar três coisas para vocês entenderem porque é legal ir à Gencon.

Unknown Armies
Vamos começar pelo RPG, que é a razão de ser do D30 e também a razão porque eu vou à Gencon e não a outras convenções, como a ComicCon ou a Essen Spiel.

Eu joguei Unknown Armies com o cara que fez o jogo. Greg Stolze estava lá e eu topei com ele pelos corredores, disse que adorava o jogo dele… ele perguntou qual, eu disse Unknown Armies, e ele sorriu: “Vamos ter um jogo mais tarde, e eu vou estar lá”. Eu disse, “eu esperava que sim, e por isso comprei os tickets”.

Era uma aventura super fucked up. Pessoas do midwest americano lidando com os problemas depois que um raio caiu na cabeça de uma garota e ela sumiu por uma semana. Mas a empolgação dele com as nossas ideias, a forma como ele propunha as coisas do jogo, e as armadilhas que ele colocava em cada pergunta que nos fazia, tipo nos levando a fazer merda, foram geniais.

Elaine Cunnigham
E para mim é sobre isso. Eu passei horas conversando com designers de jogos, e claro que de alguns só rolou um aperto de mão ou autógrafo, mas a maioria está disponível para muito mais.

Conversei com alguns dos meus autores favoritos, mas nessa Gencon era a vez de visitar a autora favotira de um amigo. Sílvio me entregou um livro enorme para que a Elaine Cunningham desse um autógrafo. Ela escreveu umas histórias bem legais de Forgotten Realms, inclusive esse livro, que conta a história dos elfos nos reinos.

One of the things I love about Gen Con is the high level of enthusiasm people have for their various hobbies and…

Publicado por Elaine Cunningham em Segunda, 21 de agosto de 2017

 

Ela também criou as moonblades, espadas hereditárias dos elfos, que o Sílvio deve conhecer melhor que ela inclusive… e com isso os dois trocaram mensagens e se conhecem de verdade. Eu estava preocupado que ela não lembrasse, principalmente pela pronúncia do nome dele, mas assim que eu fui falando “meu amigo brasileiro” ela disse, “o Sílvio?”, e fomos todos muito felizes. 🙂

Amigos
Além disso, sempre vou pra Gencon com amigos. Primeiro o Zé e a Bi, depois com uma turma enorme, principalmente Thelmo e Gil, depois Jorge, e agora com Chopps de novo. Encontramos o JJ lá, alguns brasileiros perdidos, que sempre tem, e até o Antonio Pop tratando de negócios por lá, espero que dê certo!

Mas no ano em que fomos somente eu e a Bi, também foi incrível, porque conhecemos pessoas, jogamos com desconhecidos, e fizemos novos amigos. entre eles a Heather e o Scott, um casal super nerd que mora ao norte de Chicago. Ele eu achei logo, tomamos uma cerveja edição especial da Gencon, e cruzamos mais vezes, ele de Doctor Who e depois Superboy. Heather só encontrei no último dia, que ela mestra aventuras e estava mega-super ocupada.

Dessa vez fui à casa deles depois conhecer os filhos deles, suas mães, e como sempre acontece com jogadores de RPG legais que conheci no mundo todo, achei que se eles morassem aqui perto a gente jogaria toda semana… love you guys!

Aliás, a Heather tem o melhor txt sobre por que é legal ir à Gencon: 

Custos
As pessoas sempre perguntam… a Gencon custa passagens + inscrição + tickets + comida + hotel. Economizando, dá pra ser R$2500 + US$ 80 + US$ 30+ US$ 30 por dia + US$ 50 por dia. Isso dividindo apartamento e comendo bem nos food trucks. Fora o dinheiro para comprar coisas, esse ano eu vendi vários jogos para financiar isso, ou seja, só troquei. Para quem quiser, segue uma lista dos jogos de tabuleiro e RPGs que você podia experimentar por lá, e mais fotos:

Fotos minhas, do Chopps e do JJ:

Gencon 2017

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